domingo, 28 de maio de 2017

Sakurada Reset #8 | Análise Semanal


Uma boa conclusão para o arco, que teve seus momentos de picos e quedas, mas que narrativamente foi bem.

Análise dos episódios anteriores de Sakurada Reset

O episódio começa com uma pequena reviravolta onde a Oka tenta implantar memórias na Misora, mas que acaba caindo no plano do Kei. O mais interessante desse momento foi com certeza o plano por trás da situação, que foi bem simples e bem executado, por outro lado, não digo o mesmo dos diálogos, que pareceram bem forçados e a Oka perdeu muito daquele brilho que foi apresentado no final do episódio passado, isso fica bem claro no embate da Oka com a Murase. Além disso, deu pra notar um uso exagerado de expositividade, que acaba atrapalhando a cena e tirando o impacto.


Já em outro plano, nós vemos o velho Sasano relembrando de um momento importante para ele(e para nós também), já que essa memória remete ao encontro dele com a “bruxa” quando eram mais jovens, apresentando qual é a origem do nome que ela usa atualmente.
Posteriormente, já vamos para o diálogo do Kei com a “bruxa” quando mais jovem, que explica perfeitamente o que está acontecendo e qual é a ligação do Sasano, Oka e ela. Onde o Sasano é o homem que ela ama, mas que devido aos seus poderes e a determinação do “escritório” ela não pode viver com ele, assim fazendo uso dos poderes da Oka para tirá-la de dentro sala aonde é mantida. A “traição” que é comentada pela “bruxa do passado” é devido, a decisão da “bruxa do presente” avisar o Kei para ele intervir na situação que ela mesma criou. Detalhe para a forma de pensar do Kei, onde ele visa uma conclusão que satisfaça a necessidade de todos os envolvidos, o que chega a ser meio utópico, mas que acaba sendo palpável pelos meios que ele usa para chegar até esse objetivo.


Devo dizer que a execução do plano “mirabolante” foi bem mais “pé no chão” dessa vez,  ficou bem linear e bem coesa toda essa construção, baseado nas informações que eles dispunham e nas habilidades disponíveis.  Nota para dois pontos: 

1º A capacidade do roteiro de usar de forma coesa e dentro dos limites impostos aos poderes dos personagens, sem necessidade de recorrer a outros recursos de roteiro para deixar mais palpáveis esses planos, ou seja, o roteiro embasa a execução de forma bem criativa e aproveitando todas lacunas disponíveis, como foi demonstrado nesse episódio.

2º A construção dos diálogos, principalmente no diálogo do Kei com a “bruxa”, onde fazem uso de analogias para dar contexto a pauta, de forma que a obra sempre faz questão de mostrar o senso de continuidade e de causa e efeito, onde os pontos que são inseridos na narrativa tem o seu propósito e sua aplicação, caso desse diálogo que usa a analogia com “pedra” para ilustrar a situação em questão.


E por fim, a cena final depois de a “bruxa” escapar. Nesse momento foi revelado de forma bem direta que a Souma ainda vai ter algum impacto, que era o que o animê tinha deixado a entender em outros episódios, mas o mais relevante não foi essa confirmação, mas a citação da “bruxa” de que algo “grande” aconteceria, será esse o momento onde toda essa construção arcos vai começar a se linearizar ainda mais com a trama principal?

Avaliação Episódio 8: ★ ★ ★  

***






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