3-Gatsu no Lion | Review - HGS Anime HGS Anime: 3-Gatsu no Lion | Review

segunda-feira, 20 de março de 2017

3-Gatsu no Lion | Review


Sinopse
A história acompanha a vida de um solitário jogador profissional de shouji, e sua relação com suas vizinhas, três irmãs que dão a ele a sensação de ambiente familiar que ele nunca teve com os pais adotivos. Apesar da independência financeira graças a sua carreia no Shouji, ele tem problemas pessoais que não consegue resolver com sua família adotiva, a frustração com sua carreira profissional estagnando, e problemas de comunicação com seus colegas do colégio.

Análise
Sangatsu no Lion aborda um entre tantos casos de exclusão social e solidão que acerca a sociedade moderna. A visão negativa e depressiva de um mundo por um garoto que começou a vida adulta já no desânimo de seguir em frente, incrédulo de seu terrível passado que o denúncia pela forma atual de pensar. 

A obra constrói, com muitos erros de Kiriyama Rei, seu psicológico outrora afetado, com as maiores quedas e desavenças possíveis para que o garoto aprenda e entenda que há motivos para seguir em frente, que não desistir e lutar por um amanhã mais agradável. Todos personagens colocados na rota do protagonista carregam consigo o mesmo tipo de passado, desde dramáticos a mais pacatos, porém todos assemelham-se em batalhar convictamente para que tudo dê certo. O shogi, esporte parecido com xadrez ocidental que está fatalmente exposto na trama, não só faz papel essencial como liga Rei com a maioria das pessoas importantes que conhecera ao longo da jornada. O jogo de tabuleiro agrega um sentimento muito maior, tem envolvimento com seu temeroso passado, com os motivos de sua literal solidão de morar sozinho, assim como desígnio em agarrar-se à vida.


Diferente de muitas adaptações em que uma das maiores preocupações é o quão fiel ao original o anime será, 3gatsu transcorre sua história de forma natural, sem pressas de roteiro e sem avanço prematuros, mostrando todas as crises e perturbações internas que Rei por sua imatura personalidade. O início da série é esplendoroso e nos faz ganhar mais empatia pelo protagonista e pelas irmãs Kawamoto, especular e entender sobre seu passado além de conhecer a duvidosa garota dos cabelos loiros que tanto mexe com a psique do garoto. 

O desenvolvimento é nítido no personagem com dois grandes clímaces que acontecem durante todo o concerto; Estes, que o fazem mais forte sempre com ajuda daqueles em sua volta ajudando-o a perceber o quão importante é sua presença, e o quão importante é ter um motivo para se esforçar ao máximo. 



O problema é que, nem todas formas de adaptar-se o mangá de forma devagar funcionam para todos tipos de pessoa, a maioria da segunda da parte do anime antes de alguns clímaces apenas cercam outros personagens que se não Rei, o que prejudica um conjunto que fica desestruturado. No embate do último episódio as coisas se invertem, e a primeira temporada conclui-se com profundas reflexões de Kiriyama junto às nítidas mudanças que sofrera em todo o percurso. Agora  percebe como é importante possuir pessoas ao seu lado para ajudar e ser ajudado, estas que também mostram o caminho certo sempre que o garoto perde-se em meios aos seus pensamentos.

O famoso diretor Shinbo que possui as mais singulares formas de direção visual da animação japonesa mostra porquê veio nesse anime, fazendo seu nome novamente com tantas representações excepcionais sobre a personalidade, pensamentos e estados de espírito. Fotografias, colorações opostas e representativas, simbologias em cenas abstratas e da imaginação dos personagens, fodas estas que conseguem nos sufocar pela intensidade que tais técnicas visuais podem fazer. A direção trabalha muitíssimo bem em coordenar as cenas na hora certa, em fazer dos famosos recursos do diretor um estilo único de arte para com o temperamento mostrado no anime, o estilo acaba virando a identidade da história. 



Os designs seguem o ritmo do estúdio Shaft, com alguns atentamentos monótonos nos rostos dos personas, mais objetivamente em suas bocas, que por muitas vezes acabam parecendo artificiais demais na hora das caricaturas. Os designs no geral são belos ainda que na adaptação apresente mudanças bruscas e não tão funcionais, mas por tamanha e gloriosa arte visual bem feita, esse ponto não atrapalha quase nada. Sua animação vem de uma produção visivelmente atrasada, com a repetição de muitos frames, o que faz parte dos famosos recursos visuais de Shinbo, mas que conseguem trazer o aceitável em relação a um drama seinen slice of life.

 Não é da mais consistente, mas a animação consegue fazer um trabalho até mesmo decente em mostrar os personagens em ação, em movimento, e com isso também concluo dizendo que os aspectos cômicos utilizados na direção + animação são belos e aconchegantes para a série, faze do-a muito leve em alguns momentos em uma incrível mudança do dramático para o cômico e visa versa.



Conclusão
Sangatsu no Lion é uma bela, e triste, história sobre erros e problemas, sobre a importância de se seguir em frente e ter pessoas ao seu lado, com um toque muito grande de depressão e pavor, de um protagonista de fácil simpatia que se vê excluso da sociedade e da própria vida. O anime que serve muito melhor para reflexão, desenvolve-se com um bom começo, um meio e segunda parte que pode ou não satisfazer a todos devido tamanha diferença no que é apresentado.


Direção: 8.5/10
Roteiro: 7/10
Animação: 6/10
Soundtrack: 8/10
Entretenimento: 7/10
Impacto Emocional: 7.5/10


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